Parte II
Quais os benefícios do HIIT?
Na sequência do artigo anterior, em que expliquei no que consiste o HIIT (que, já agora, aconselho a consultarem antes de lerem este artigo), vou agora explicar quais as suas vantagens.
Uma vantagem é ser prático, com a diminuição do tempo total do treino, ao contrário do clássico treino de esforço constante e de longa duração, a uma intensidade baixa/moderada. Nos dias de hoje, a gestão do tempo torna-se fundamental, e felizmente o HIIT pode ser integrado no treino, uma a duas vezes por semana, ocupando apenas entre 10 a 15 minutos diários.
Um maior consumo calórico e gasto energético ocorrem após um treino de alta intensidade. Este processo fisiológico está relacionado com um aumento do EPOC (post-exercise oxygen consumption), fazendo com que o organismo aumente o seu ritmo de funcionamento, mesmo durante períodos de inatividade, promovendo uma aceleração na metabolização de gorduras.
Um maior consumo calórico e gasto energético ocorrem após um treino de alta intensidade. Este processo fisiológico está relacionado com um aumento do EPOC (post-exercise oxygen consumption), fazendo com que o organismo aumente o seu ritmo de funcionamento, mesmo durante períodos de inatividade, promovendo uma aceleração na metabolização de gorduras.
Está comprovado que a capacidade cardio respiratória está estritamente relacionada com a saúde e a qualidade de vida. Esta traduz-se na eficácia com que o coração bombeia sangue com nutrientes e oxigénio para os músculos, e a forma como estes conseguem utilizá-los.
Este processo fisiológico é quantificável através de testes, cujo resultado é expresso em Volume Máximo de Oxigénio (VO2Máx), que medem o máximo de oxigénio que o organismo consegue captar e usar.
Foram realizados estudos que concluíram que o Treino Intervalado de Alta Intensidade promove um aumento considerável do VO2Máx, comparativamente com o treino convencional de resistência, a intensidade baixa e moderada.
Desta forma, a inclusão do HIIT no treino é benéfica para a promoção do bom funcionamento cardiovascular e respiratório, implicando uma redução na incidência de doenças relacionadas com o mau funcionamento cardiovascular e respiratório, podendo, inclusivamente, prevenir acidentes cardiovasculares (AVC's).
Está também comprovado que o treino de alta intensidade aumenta a sensibilidade à Insulina, uma hormona fundamental no metabolismo, responsável pela regulação da glicémia, isto é, da quantidade de glicose (açúcar) no sangue.
A Diabetes, Tipos I e II, tem por base disfunções relacionadas com insensibilidade à Insulina, pelo que podemos aferir que o HIIT tem elevado potencial na prevenção deste tipo de doença metabólica.
Ainda no contexto das funções metabólicas, o treino intervalado de alta intensidade permite aumentar a síntese da Hormona de Crescimento (GH), até 24 horas após o exercício. Este benefício do HIIT é de grande importância, uma vez que esta hormona é responsável por diversos processos orgânicos que ajudam a preservar a "juventude".
Por último, mas não menos importante, esta forma de treino permite um autodesafio constante, tornando-se mais motivante. Facilmente consegues manter um registo da tua performance, comparando os resultados e tentando melhorar sempre!!
Bons treinos e, se ainda não o fizeram, experimentem o HIIT!
Referência bibliográfica:
Ainda no contexto das funções metabólicas, o treino intervalado de alta intensidade permite aumentar a síntese da Hormona de Crescimento (GH), até 24 horas após o exercício. Este benefício do HIIT é de grande importância, uma vez que esta hormona é responsável por diversos processos orgânicos que ajudam a preservar a "juventude".
Por último, mas não menos importante, esta forma de treino permite um autodesafio constante, tornando-se mais motivante. Facilmente consegues manter um registo da tua performance, comparando os resultados e tentando melhorar sempre!!
Bons treinos e, se ainda não o fizeram, experimentem o HIIT!
Referência bibliográfica:
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26481101
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26243014
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26013051
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25177202
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25771785
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26402859

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